Mais um disco. Mais um excelente disco!
Na primeira audição de ouvidos "despreparados" soa um tanto esquisito. Na segunda, a coisa começa a mudar de figura.
Pra quem já conhece e está aberto a novidades, excelente deglutição auditiva.
Confesso que pertenci ao primeiro grupo: gostava da "banda da Anna Júlia", acostumado ao hardcore (ou parnasopunk, uma das definições de então do som da banda Los Hermanos). Ouvi o Bloco do Eu Sozinho (Abril Music/2001) e detestei desde o primeiro momento. Gravei numa fita cassette e deixei guardada por um par de anos. Certo dia, lendo uma revista que falava bem do disco, resolvi "ressuscitar" minha fita. Foi uma experiência maravilhosa! Escutava a fita no walkman, no som da sala, em todos os lugares. Era o dia inteiro, todos os dias. A cada audição, mais gostava do disco.
Pensava: como uma banda pôde ter feito algo tão sensacional, diferente, eclético, completo? A resposta concretizou-se no primeiro show no festival Abril Pro Rock 2003. De lá pra cá a paixão pelo som dos barbudos cariocas só fez aumentar. Suas obras cada vez melhores, porém o Bloco do Eu Sozinho tem um lugar especial no coração, sendo impossível não elegê-lo como o melhor da banda e um dos melhores discos da história!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
Os melhores discos (5)
Mais um disco excepcional de um compositor excepcional: Chico Buarque, em seu disco homônimo, de 1978 (Philips).
Misto de canções de protesto, amor, crônicas do dia-a-dia, Chico Buarque nos presenteia com pérolas mais que preciosas. Músicas que fizeram parte da trilha sonora da peça "Ópera do Malandro" e da vida de todos os brasileiros. Afinal de contas, quem nunca entoou um "Cálice" (Chico/ Gil) ou um "Apesar de Você"?
Misto de canções de protesto, amor, crônicas do dia-a-dia, Chico Buarque nos presenteia com pérolas mais que preciosas. Músicas que fizeram parte da trilha sonora da peça "Ópera do Malandro" e da vida de todos os brasileiros. Afinal de contas, quem nunca entoou um "Cálice" (Chico/ Gil) ou um "Apesar de Você"?
O disco é repleto de "hits" (Trocando em Miúdos, Homenagem ao Malandro, Até o Fim, Pedaço de Mim, Tanto Mar...) e conta com as participações de Milton Nascimento, Zizi Possi, Marieta Severo (então esposa de Chico) e Elba Ramalho.
Item indispensável para qualquer brasileiro!
Item indispensável para qualquer brasileiro!
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Os melhores discos (4)
Mais um disco sensacional, vindo dessa vez de fora do país. O primeiro: Faces Down (Astral Werks, 2002) do norueguês Sondre Lerche.

O primeiro disco de Sondre Lerche é encantador. Ele possui um som folk/pop que consegue ser atual e ao mesmo tempo retrô. São 11 canções (12, na versão americana) incríveis. Um dos poucos discos que ouço e não páro de ouvir. Completamente viciante! E só mostra um pouco da versatilidade do rapaz de 25 anos. Em seus trabalhos posteriores ele vai das baladas ao rock, passando pelo jazz. Destaque para as faixas Sleep On Needles, Modern Nature, On and Off Again, No One's Gonna Come e All Luck Run Out.

O primeiro disco de Sondre Lerche é encantador. Ele possui um som folk/pop que consegue ser atual e ao mesmo tempo retrô. São 11 canções (12, na versão americana) incríveis. Um dos poucos discos que ouço e não páro de ouvir. Completamente viciante! E só mostra um pouco da versatilidade do rapaz de 25 anos. Em seus trabalhos posteriores ele vai das baladas ao rock, passando pelo jazz. Destaque para as faixas Sleep On Needles, Modern Nature, On and Off Again, No One's Gonna Come e All Luck Run Out.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Os melhores discos (3)
Dando continuidade à seqüência dos melhores discos, falarei sobre um de um cara do qual falar bem é chover no molhado: Moska, um artista completo (cantor, compositor, músico, ator, fotógrafo, etc). A cada disco uma superação. A cada música uma experiência nova.
O disco Tudo Novo de Novo (EMI, 2003/ Som Livre, 2005) é um grande exemplo da evolução de um artista. Nele, Moska consegue unir letras extraordinárias a melodias maravilhosas, resultantes de poemas que foram resultantes de fotografias tiradas por ele. Um álbum repleto de grandes músicas, inclusive algumas que viraram hits: Lágrimas de Diamantes, Pensando em Você e A Idade do Céu, esta última versão para La Edad del Cielo, do uruguaio Jorge Drexler, que também participa no disco cantando sua belíssima Dos Colores: Blanco y Negro, além de compor versões em espanhol para Pensando em Você e Lágrimas de Diamantes, presentes no relançamento do disco pela Som Livre (atual gravadora dele). O disco ainda conta com Mart'nália nos vocais do samba 'Acordando' e na parceria com Moska, Pedro Luís, Thalma de Freitas e Talita de Castro em 'Essa É A Última Solidão da Sua Vida'.
Mais um disco IMPERDÍVEL!
O disco Tudo Novo de Novo (EMI, 2003/ Som Livre, 2005) é um grande exemplo da evolução de um artista. Nele, Moska consegue unir letras extraordinárias a melodias maravilhosas, resultantes de poemas que foram resultantes de fotografias tiradas por ele. Um álbum repleto de grandes músicas, inclusive algumas que viraram hits: Lágrimas de Diamantes, Pensando em Você e A Idade do Céu, esta última versão para La Edad del Cielo, do uruguaio Jorge Drexler, que também participa no disco cantando sua belíssima Dos Colores: Blanco y Negro, além de compor versões em espanhol para Pensando em Você e Lágrimas de Diamantes, presentes no relançamento do disco pela Som Livre (atual gravadora dele). O disco ainda conta com Mart'nália nos vocais do samba 'Acordando' e na parceria com Moska, Pedro Luís, Thalma de Freitas e Talita de Castro em 'Essa É A Última Solidão da Sua Vida'.Mais um disco IMPERDÍVEL!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Os melhores discos (2)
Imagine um disco de Tom Jobim. Só isso já seria o suficiente para termos um grande álbum.
Agora, some-se a isto o fato de termos a delicadeza e genialidade do cariocano (carioca com pernambucano) Edu Lobo.
Imaginou?
Pronto!
Está aí mais um disco que não se pode deixar de tê-lo/ouví-lo: Edu & Tom (Philips, 1981).

São 10 canções de Vinícius, Tom, Edu, Chico, Marino Pinto, Torquato Neto e Paulo César Pinheiro. Neste disco encontrei algumas das mais bonitas versões pra músicas como Canção do Amanhecer e Canto Triste, ambas composições de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, além da divertida faixa de abertura (Ai, Quem Me Dera).
Mais um clássico de nossa música. Simplesmente imperdível!
Agora, some-se a isto o fato de termos a delicadeza e genialidade do cariocano (carioca com pernambucano) Edu Lobo.
Imaginou?
Pronto!
Está aí mais um disco que não se pode deixar de tê-lo/ouví-lo: Edu & Tom (Philips, 1981).

São 10 canções de Vinícius, Tom, Edu, Chico, Marino Pinto, Torquato Neto e Paulo César Pinheiro. Neste disco encontrei algumas das mais bonitas versões pra músicas como Canção do Amanhecer e Canto Triste, ambas composições de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, além da divertida faixa de abertura (Ai, Quem Me Dera).
Mais um clássico de nossa música. Simplesmente imperdível!
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Os melhores discos (1)
Como o que eu realmente gosto é música, a partir de hoje postarei a cada dia um disco que, para mim, é daqueles que você não pode passar a vida sem conhecer. Vale salientar que não serão postados discos por ordem de preferência. A escolha é aleatória, não seguindo nenhum critério, que não o fato de ele ser um dos melhores do mundo!
Começo por um disco desse ano, lançado em agosto: Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria (MP,B/ Universal - 2007)

Terceiro (sim, terceiro, já que considero o Sambas e Bossas como um disco de sua carreira, além do Braseiro) disco da potiguar radicada no Rio de Janeiro Roberta Sá. A cada gravação Roberta Sá consegue se superar e se mostrar uma cantora excepcional, além de ser muitíssimo simpática, haja visto que tive o privilégio de falar, tirar fotos, pegar autógrafos, enfim, tietagem total (afinal de contas eu tenho o direito, não acham?).
Em Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria conseguimos ouvir um disco nada convencional que mescla compositores contemporâneos (Junio Barreto, Pedro Luís, Edu Krieger, Rodrigo Maranhão, Moreno Veloso, dentre outros) com nomes já consagrados na história da música popular brasileira (Dona Yvonne Lara, Sidney Miller, Carvalhinho) dificultando saber se os clássicos são recentes ou o contrário. Conta ainda com a participação de Pedro Luís, Zé da Velha, Silvério Pontes, Lenine, Hamilton de Holanda e Carlos Malta & Pife Muderno.
Um disco imperdível para os amantes da boa música!
Começo por um disco desse ano, lançado em agosto: Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria (MP,B/ Universal - 2007)

Terceiro (sim, terceiro, já que considero o Sambas e Bossas como um disco de sua carreira, além do Braseiro) disco da potiguar radicada no Rio de Janeiro Roberta Sá. A cada gravação Roberta Sá consegue se superar e se mostrar uma cantora excepcional, além de ser muitíssimo simpática, haja visto que tive o privilégio de falar, tirar fotos, pegar autógrafos, enfim, tietagem total (afinal de contas eu tenho o direito, não acham?).
Em Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria conseguimos ouvir um disco nada convencional que mescla compositores contemporâneos (Junio Barreto, Pedro Luís, Edu Krieger, Rodrigo Maranhão, Moreno Veloso, dentre outros) com nomes já consagrados na história da música popular brasileira (Dona Yvonne Lara, Sidney Miller, Carvalhinho) dificultando saber se os clássicos são recentes ou o contrário. Conta ainda com a participação de Pedro Luís, Zé da Velha, Silvério Pontes, Lenine, Hamilton de Holanda e Carlos Malta & Pife Muderno.
Um disco imperdível para os amantes da boa música!
domingo, 28 de outubro de 2007
A estrada infinita que tenho que seguir não leva a nada
Queria realmente saber se vale pena todo esse esforço, essa sobrevida.
Estudo, estágio, busca por emprego.
Mal podemos sair de casa. Quando saímos é com medo.
Será que realmente vale a pena se sacrificar tanto para no fim das contas não chegar a lugar algum? Ou próximo disso.
"Queria ser como os outros, e rir das desagraças da vida. Ou fingir estar tudo bem. Ver a leveza das coisas com humor (...) Mas não me diga isso. Não me dê atenção e obrigado por pensar em mim"
PS: O título do texto é um verso da música Nunca Foi Tarde (Moska), numa versão para Lover, You Should've Come Over, de Jeff Buckley, presente em um dos seus melhores discos (e que eu tanto relutei em assumir isso): o Eu Falso da Minha Vida O Que Eu Quiser, ou simplesmente Falso, de 2001.
A segunda citação refere-se à música A Via Láctea de Renato Russo, contida no disco A Tempestade, de 1996. Um grande disco da banda.
Estudo, estágio, busca por emprego.
Mal podemos sair de casa. Quando saímos é com medo.
Será que realmente vale a pena se sacrificar tanto para no fim das contas não chegar a lugar algum? Ou próximo disso.
"Queria ser como os outros, e rir das desagraças da vida. Ou fingir estar tudo bem. Ver a leveza das coisas com humor (...) Mas não me diga isso. Não me dê atenção e obrigado por pensar em mim"
PS: O título do texto é um verso da música Nunca Foi Tarde (Moska), numa versão para Lover, You Should've Come Over, de Jeff Buckley, presente em um dos seus melhores discos (e que eu tanto relutei em assumir isso): o Eu Falso da Minha Vida O Que Eu Quiser, ou simplesmente Falso, de 2001.
A segunda citação refere-se à música A Via Láctea de Renato Russo, contida no disco A Tempestade, de 1996. Um grande disco da banda.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Ela
Quando chego a fim de falar
Ela dorme em frente à TV
E se esquece das pragas que ela me jurou
E depois de se benzer
Me diz até amanhã
E nem percebe mais a solidão
Outro dia acorda de bem
Tem os olhos molhados de céu
Acredita no sonho que o sol brilhou
E na força do avião
E nunca vê o mal
Monotonia desse ideal
Mas prepara um belo jantar
Tira a blusa, me faz um sinal
O vestido azul do noivado está
Enterrado no baú
E o vento da paixão
Já vem soprar um novo coração
(Lô e Márcio Borges, do disco A Via Láctea - 1979)
Ouça aqui:
Ela dorme em frente à TV
E se esquece das pragas que ela me jurou
E depois de se benzer
Me diz até amanhã
E nem percebe mais a solidão
Outro dia acorda de bem
Tem os olhos molhados de céu
Acredita no sonho que o sol brilhou
E na força do avião
E nunca vê o mal
Monotonia desse ideal
Mas prepara um belo jantar
Tira a blusa, me faz um sinal
O vestido azul do noivado está
Enterrado no baú
E o vento da paixão
Já vem soprar um novo coração
(Lô e Márcio Borges, do disco A Via Láctea - 1979)
Ouça aqui:
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Lamentos de um ser perdido
Meu passado está tão longe de mim.
Olho no espelho e não me reconheço.
Não sou mais eu.
Tornei-me o oposto daquilo que já fui um dia.
Tornei-me o oposto de tudo o que não desejava ser.
Não sou mais eu.
A imagem refletida não mais me pertence.
Eu não mais me pertenço.
O contrário de mim me persegue.
O contrário de mim me consome e consola.
Não sou mais eu.
Não mais reconheço o caminho em que piso.
Nem lembro mais meu nome.
Não tenho o dom de prever o futuro.
Tampouco de consertar o passado.
Não enxergo onde errei.
Não me acostumo a essa escuridão.
Algo se perdeu no caminho.
Não quero desistir, nem quero tentar.
Não sou mais eu.
Ao som de The Great Gig In The Sky - Pink Floyd.
Ouça abaixo:
Olho no espelho e não me reconheço.
Não sou mais eu.
Tornei-me o oposto daquilo que já fui um dia.
Tornei-me o oposto de tudo o que não desejava ser.
Não sou mais eu.
A imagem refletida não mais me pertence.
Eu não mais me pertenço.
O contrário de mim me persegue.
O contrário de mim me consome e consola.
Não sou mais eu.
Não mais reconheço o caminho em que piso.
Nem lembro mais meu nome.
Não tenho o dom de prever o futuro.
Tampouco de consertar o passado.
Não enxergo onde errei.
Não me acostumo a essa escuridão.
Algo se perdeu no caminho.
Não quero desistir, nem quero tentar.
Não sou mais eu.
Ao som de The Great Gig In The Sky - Pink Floyd.
Ouça abaixo:
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Sempre ele...
Para alguns o amor é triste
Para outros o amor nem sequer existe
Para outros, ainda, o dinheiro compra até amor verdadeiro
Mas eu prefiro acreditar nas palavras que dizem
Que mesmo quando não houver mais
Nem fé, nem esperança
O amor continuará resplandecendo no universo.
Para outros o amor nem sequer existe
Para outros, ainda, o dinheiro compra até amor verdadeiro
Mas eu prefiro acreditar nas palavras que dizem
Que mesmo quando não houver mais
Nem fé, nem esperança
O amor continuará resplandecendo no universo.
(Jorge Mautner in Supermercado do Amor - Bartolo/Jorge Mautner, gravada pela Orquestra Imperial
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